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Mercado imobiliário de Goiânia desafia juros altos e consolida vendas acima de R$ 8 bilhões em 2025

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Com variação de apenas 2% em relação ao recorde do ano anterior, o setor mantém um volume histórico de comercialização

Assessoria de imprensa

05 de março de 2026

Goiânia se firmou definitivamente como uma das principais potências do mercado imobiliário brasileiro. De acordo com os dados recentes da pesquisa da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), a capital registrou a comercialização de cerca de R$ 8,1 bilhões em imóveis durante o ano de 2025. O resultado demonstra uma forte consolidação do setor, que conseguiu manter um volume expressivo de vendas mesmo enfrentando um cenário econômico desafiador, marcado por altas taxas de juros.

A marca alcançada em 2025 representa uma variação de apenas 2% em comparação a 2024, quando o mercado havia atingido seu recorde histórico de R$ 8,25 bilhões. Para o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, o desempenho comprova a resiliência e a nova realidade do município. “Pelo segundo ano consecutivo, Goiânia vendeu mais de 8 bilhões de reais em imóveis, mesmo em um cenário de juros altos. Esse fato demonstra como o nosso mercado mudou de patamar”, explica Melazzo.

A ligeira estabilidade e o pequeno recuo de 2% nas vendas são explicados diretamente pelo ritmo de novos projetos apresentados ao público. Em 2025, os lançamentos na capital somaram R$ 8,9 bilhões, representando uma queda de 6% em relação ao ano anterior. “Essa redução ajuda a explicar a razão da leve redução de vendas registradas, já que os novos empreendimentos movimentam mais o mercado, por meio da publicidade e consequentemente atraindo a atenção dos compradores”, esclarece o presidente do conselho da Ademi-GO, Fernando Razuk.

Apesar dessa leve acomodação pontual, o crescimento em uma janela de médio prazo revela a robustez do setor. Credson Batista, diretor de pesquisas e estatísticas da Ademi-GO, ressalta que o mercado inflou suas vendas em cerca de 50% em um curto intervalo de tempo. “Em apenas três anos, o mercado subiu para o patamar de R$ 8 bilhões, ou seja, um crescimento de aproximadamente 50% no valor das vendas. Esse dado reforça como o mercado de Goiânia tem crescido de maneira consistente e saudável”, comenta.


Valorização supera taxas bancárias

Além do forte volume de negócios, o preço dos imóveis também foi destaque, garantindo a atratividade do setor para quem busca rentabilidade e segurança. O valor médio do metro quadrado residencial em Goiânia chegou a R$ 10.531,00 em 2025, um aumento de 13,4% frente ao registrado em 2024.

Segundo Fernando Razuk, essa expressiva valorização tornou a compra financiada um excelente negócio, neutralizando o peso da Selic. “A taxa de juros média de um financiamento imobiliário atualmente é de 11,5% ao ano. Dessa forma, se os imóveis valorizaram 13,4% a.a. em 2025, a valorização dos imóveis foi maior do que os juros pagos ao banco. Ou seja, quem comprou um imóvel financiado ganhou dinheiro com a valorização”, destaca Razuk, lembrando que o investimento no setor se mostra uma forma eficiente de alavancar o patrimônio.

A estabilidade e a força econômica do mercado goianiense já atraem a atenção em nível nacional. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correa, elogiou o cenário da cidade: “Goiânia mostra que mercados fora do eixo tradicional podem crescer com estabilidade. A cidade manteve desempenho consistente em todos os padrões de renda, o que indica base econômica sólida e capacidade de absorção de novos projetos”.

Para 2026, as perspectivas do setor são de otimismo. Com o movimento já iniciado de redução das taxas de financiamento imobiliário pelos grandes bancos e a forte intenção de compra por parte da população, os especialistas preveem um aumento significativo na procura por imóveis, o que deve pressionar os preços para cima e impulsionar um novo ciclo de expansão.

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