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Fortaleza, São Paulo ou Brasília? Demanda por imóveis muda conforme perfil do comprador
Assessoria de imprensa
03 de setembro de 2026
Daniel Claudino, especialista em mercado imobiliário, explica os fatores que colocam diferentes capitais na liderança dos segmentos econômico, médio e de alto padrão
A demanda por imóveis no Brasil está cada vez mais segmentada e não se concentra em uma única cidade. Dados do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), referentes ao segundo trimestre de 2026, mostram que Fortaleza lidera a atratividade para novos projetos de padrão econômico, São Paulo aparece na primeira posição no médio padrão e Brasília ocupa o topo entre os imóveis de alto padrão. O levantamento analisou 84 cidades brasileiras.
O estudo é realizado pelo Sienge e pelo CV CRM, com metodologia do Grupo Prospecta e parceria da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O índice considera fatores como demanda direta por imóveis, dinâmica econômica, oferta de terceiros e potencial para novos lançamentos, permitindo identificar quais mercados apresentam melhores condições para diferentes perfis de empreendimentos.
No segmento econômico, Fortaleza aparece na liderança. A categoria considera famílias com renda mensal entre R$ 2 mil e R$ 12 mil e imóveis com valores entre R$ 115 mil e R$ 575 mil. Já São Paulo se destaca no segmento médio, enquanto Brasília apresenta maior potencial no mercado de alto padrão.
Para Daniel Claudino, especialista em mercado imobiliário, os resultados mostram que não existe uma única cidade que possa ser considerada a mais aquecida do país em todos os segmentos. A demanda varia conforme renda, perfil do comprador, preço dos imóveis, oferta disponível e características econômicas de cada região.
“O mercado imobiliário brasileiro está cada vez mais segmentado. A cidade que apresenta maior potencial para um imóvel econômico não necessariamente será a mesma para um empreendimento de alto padrão. Por isso, é preciso entender o perfil do comprador e o tipo de produto antes de avaliar uma oportunidade.”
O cenário também acompanha um momento de expansão nas vendas de imóveis novos. Dados da CBIC apontam que as vendas de unidades residenciais novas cresceram 5,3% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre, foram comercializadas 226.536 unidades, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025.
O levantamento também indica que a intenção de compra de imóveis nos próximos 24 meses chegou a 52%, o maior nível da série histórica, reforçando a existência de demanda potencial no mercado.
Na avaliação de Claudino, os números devem ser observados tanto por quem pretende comprar um imóvel quanto por investidores e empresas que planejam novos empreendimentos. A liderança de uma cidade em determinado segmento não significa necessariamente que qualquer imóvel terá o mesmo desempenho.
“Para o investidor, o dado mais importante não é simplesmente saber qual cidade está em primeiro lugar. É entender por que aquela demanda existe, qual público está procurando aquele imóvel e se há espaço para novos produtos. A oportunidade imobiliária depende da combinação desses fatores.”
A divisão apresentada pelo IDI Brasil também evidencia como o mercado imobiliário brasileiro possui características distintas entre as regiões. Enquanto Fortaleza se destaca pela demanda relacionada à habitação econômica, São Paulo mantém força no mercado intermediário e Brasília concentra maior potencial entre consumidores de maior poder aquisitivo.
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