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Venda de imóveis em Goiânia cresce quase oito vezes mais que a média nacional

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Com 7.219 unidades residenciais comercializadas, o 1º semestre de 2026 registra o maior volume vendas da série histórica e valorização de 7,4% no preço médio do metro quadrado residencial; tudo isso em um ciclo de juros elevados.

 

Assessoria de imprensa

24 de setembro de 2026

O mercado imobiliário nacional celebrou o bom desempenho de vendas das unidades residenciais no 1º semestre de 2026, com crescimento de 5,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado, segundo os dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).  Na mesma base comparativa, o mercado imobiliário de Goiânia encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma alta de 42% sobre o mesmo período de 2025, um aumento oito vezes maior que o dado nacional. É o que demonstram os dados coletados pela Brain Inteligência Estratégica e divulgados pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). No período, foi registrada a venda de 7.219 unidades, o maior volume já apurado em um único semestre desde o início da série histórica. 

“A capital goiana avançou em um ritmo quase oito vezes superior à média do País. Esse número é ainda mais impactante tendo em vista que esse crescimento aconteceu mesmo em um cenário de juros elevados, que restringe a capacidade de financiamento das famílias e pressiona especialmente o orçamento da classe média”, afirma o diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO, Credson Batista.

Com essa marca, Goiânia figura como a quarta capital que mais comercializou imóveis no País em 2026, posição que consolida o patamar alcançado pela cidade nos últimos anos. “A capital figurou por dois anos seguidos como a terceira que mais comercializou imóveis no Brasil. Este ano, seguimos em destaque, ocupando o quarto lugar. Se considerarmos que os dois primeiros lugares pertencem às megacidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, a terceira posição é o posto mais alto que uma capital pode alcançar no ranking. A permanência de Goiânia por anos consecutivos no topo demonstra como a capital mudou de patamar”, destaca Credson.

A leitura dos dados monetários reforça o diagnóstico. O Valor Geral de Vendas (VGV) do mercado total, considerando também unidades horizontais e comerciais, somou R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, praticamente o mesmo patamar dos R$ 4,2 bilhões do primeiro semestre de 2025, ano de recorde histórico de vendas com R$ 8,5 bilhões comercializados. Na outra ponta, o Valor Geral de Lançamentos (VGL) recuou de R$ 4,8 bilhões para R$ 4,5 bilhões na mesma comparação, uma queda frente ao semestre imediatamente anterior. 

“Quando se lança menos, a tendência natural é vender menos, porque parte relevante da comercialização acontece justamente no ciclo de lançamento, quando as empresas investem pesado em marketing e trazem condições especiais de pagamento. Aqui, isso não se confirmou na mesma proporção: reduzimos a oferta de novos imóveis e sustentamos o mesmo patamar de VGV do ano passado. É a evidência de que a demanda tem base própria e não depende de estímulo de lançamento para se realizar. Esse é o comportamento de um mercado sustentável e saudável”, avalia Credson Batista.

Com mais unidades vendidas do que lançadas, o estoque na capital recuou 6% em comparação com o fechamento de 2025. No mercado total, foram lançadas 6.606 unidades no semestre, número 16,4% menor do que o do segundo semestre de 2025, enquanto foram vendidas 7.323 unidades no total.  “É preciso ler esse resultado dentro do contexto em que ele foi obtido: o Brasil segue com juros elevados por um período prolongado, o que restringe diretamente a capacidade de financiamento das famílias e pressiona, em especial, o orçamento da classe média. Não é um ambiente trivial, e os números nacionais mostram isso. Goiânia teve um aumento de vendas, reduziu estoque e viu o preço do metro quadrado subir”, esclarece Credson.

 

Valorização de 7,4% em seis meses

O preço médio do metro quadrado residencial, na capital, alcançou R$ 11.681 no acumulado de 2026 até junho, uma valorização de 7,4% sobre o fechamento de 2025, quando o indicador estava em R$ 10.872. Em cinco anos, o indicador mais que dobrou: partiu de R$ 5.687, em 2021, o que representa uma valorização acumulada de 105%. “Uma valorização de 7,4% em apenas seis meses indica que devemos encerrar 2026 com mais um ano de alta de dois dígitos, o que vem se repetindo desde 2020. Mantida essa tendência, teremos novamente uma valorização acima da taxa Selic”, comenta Credson. Para ele, esse é um dado que merece atenção. “A valorização dos imóveis apontada considera apenas a valorização do ativo. O investidor que compra com o intuito de locar obtém um retorno ainda mais interessante, além de ter seu patrimônio protegido contrata volatilidades de câmbio e bolsa, por exemplo, ainda recebe uma receita mensal”, complementa.

No recorte dos quatro principais bairros de maior demanda da capital, Marista, Oeste, Jardim Goiás e Bueno, o preço médio registrado foi de R$ 13.147 por metro quadrado. O destaque vai para o Marista, com a média próximo da marca dos R$ 14 mil. “Essa diferença se explica pela infraestrutura consolidada desses bairros, com rede de serviços, comércio e opções de lazer, somada a uma posição privilegiada em relação aos principais eixos de acesso e mobilidade da cidade. São essas mesmas características que fazem desses endereços os mais demandados e naturalmente os mais ofertados” explica Credson. Os setores Bueno e Marista concentram, sozinhos, 31,8% de toda a oferta da cidade.

 

Fonte - Assessoria de Imprensa da Ademi-GO

 

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